Como nunca he tenido máquina de fotos, confieso que casi ninguna de las fotos de este blog es mía, todas las he sacado de la güé.



sábado, 5 de mayo de 2018

Pessoa

Se nos propone a Pessoa en general para la sesión del grupo de lectura del Ateneo de Mahón del 26 de abril. Y recordemos que del autor ya comentamos el Livro do desassossego y los Contos completos. Esta vez, lo que nos hemos limitado a hacer es un vaciado rapidísimo de cuantos subrayados teníamos en los tantos libros del autor que obran en nuestros estantes:
-Pessoa, Fernando, Poesias (Ática, Lisboa: 1997)
-Pessoa, Fernando, Mensagem (Ática, Lisboa: 1979)
-Pessoa, Fernando, Poesias de Álvaro de Campos (Ática, Lisboa: 1993)
-Pessoa, Fernando: Poesías completas de Alberto Caeiro (Pre-textos, Madrid: 1997)
-Pessoa, Fernando: Obra poética (2 vols. 29, Barcelona: 1990)
  • Pessoa ortónimo:
-Imágenes originales y que emocionan: O teu silêncio é uma nau com todas as velas pandas ('Hora absurda'); Meu coração é um pórtico partido ('Passos da cruz').
-Paradojas: Há tão pouca gente que ame as paisagens que não existem! ('Hora absurda¡); O poeta é un fingidor. / Finge tão completamente / Que chega a fingir que é dor / A dor que deveras sente ('Autopsicografia').
-Tratamiento heroico de la historia portuguesa, sobre todo en Mensagem: de ahí varios poemas dedicados al rey Sebastián como 'D. Sebastião rei de Portugal' (Louco, sim, louco, porque quis grandeza), 'A última nau' (Levando a bordo El-Rei D. Sebastião /[...] Foi-se a última nau), 'D. Sebastião' (Que importa o areal e a morte e a desventura / Se com Deus me guardei), 'O desejado' (Onde quer que, entre sombras e dizeres / Jazas, remoto, sente-te sonhado, / E ergue-te do fundo de não-seres / Para teu novo fado!), 'Os avisos III' (Mas quando quererás voltar)...; ahí también los conocidos versos de 'Mar português': Ó mar salgado, quanto do teu sal / São lágrimas de Portugal.


  • Heterónimos:
  1. Alberto Caeiro: habría que notar ante todo que, siendo un poeta autodidacta, es admirado por el resto de heterónimos y, de ahí, el prólogo de Ricardo Reis a sus poesías y el epílogo de Álvaro de Campos. -Es una poesía completamente intuitiva sobre todo en el largo poema 'O guardador de rebanhos': Porque pensar é não compreender; Ha metaphysica bastante em não pensar em nada; Pensar uma flor é vel-a e cheiral-a; Que te diz o vento que passa? / Que é vento, e que passa; O Tejo é mais bello que o rio que corre pela minha aldeia / Mas o Tejo não é mais bello que o rio que corre pela minha aldeia / Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia; o el poema que comienza así: Todas as opiniões que há sobre a Natureza / Nunca fizeram crescer uma erva ou nascer uma flor.
  2. Ricardo Reis: es prácticamente el opuesto al anterior con un tipo de lírica reflexivo y de tendencias clásicas con versificación regular. -Busca también la paradoja: Somos contos contando contos. -Trata, como Alberto Caeiro, el río -Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio- pero ahora no como goce de la naturaleza sino al modo manriqueño: Vai pra um mar muito longe, para ao pé do Fado. 
  3. Álvaro de Campos: -Imágenes emocionantes próximas al Pessoa ortónimo a quien, por cierto, dedica un poema detrás de otro dedicado a Walt Whitman: Ah, todo o cais é uma saudade de pedra! ('Ode marítima'). -Se aproxima a Alberto Caeiro en algún otro verso: Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates ('Tabacaria').-Paradojas parecidas a algunas del Pessoa ortónimo: a morte, / [...] é a coisa depois da qual nada acontece aos outros ('Se te queres matar'); O automóvel, que parecia há pouco dar-me liberdade, / É agora uma coisa onde estou fechado ('Ao volante do Chevrolet'). -Toques futuristas en la línea de F.T. Marinetti, a quien dedica el poema titulado 'Marinetti, académico', como el anterior sobre el Chevrolet o  la 'Ode triunfal' cargada de barcos, grúas, fábricas y trenes. -Chiste en medio de la 'Ode marítima': Abro de repente os olhos, que não tinha fechado.

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