Como nunca he tenido máquina de fotos, confieso que casi ninguna de las fotos de este blog es mía, todas las he sacado de la güé.



lunes, 3 de junio de 2013

Clarice Lispector, Aprendendo a viver

Lispector, Clarice, Aprendendo a viver (Rocco, Rio de Janeiro: 2005)
Un libro bonito incluso a la vista y el tacto. Fotos de la autora (1920-1977) en las páginas pares alternando con citas en las impares. Nada que decir, sólo entresaco frases sin traducir de entre las que sobresale esa reflexión sobre la saudade en la p. 19 que recuerda cosillas de Pessoa como lo de tenho saudade de mim o similar:
Podia-se ficar tardes inteiras pensando. Por exemplo: quem disse pela primeira vez assim: nunca? (15)
Saudade é um poco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida. (19)
Você de repente não extranha de ser você? (21)
Meu Deus, só agora me lembrei que a gente morre. Mas - mas eu também?! Não esquecer que por enquanto é tempo de morangos. Sim. (53)
Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca. (89)
...eu romperei todos os nãos que existem dentro de mim. (125)



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