Como nunca he tenido máquina de fotos, confieso que casi ninguna de las fotos de este blog es mía, todas las he sacado de la güé.



viernes, 21 de enero de 2011

Fado: António dos Santos, Partir é morrer um pouco



Adeus parceiros das farras
Dos copos e das noitadas
Adeus sombras da cidade;
Adeus langor das guitarras
Canto de esperanças frustradas
Alvorada de saudade.

Meu coração como louco
Quer desgarrar-me do peito 
Transforma em soluço a voz
Partir é morrer um pouco
A alma de certo jeito 
A expirar dentro de nós.

Voam mágoas em pedaços
Como aves que se não cansam 
Ilusões, esparsas no ar
Partir é estender os braços
Aos sonhos que não se alcançam 
Cujo destino é ficar.

Deixo a minh'alma no cais
De longe, canto sinais 
Feitos de pranto a correr
Quem morre, não sofre mais
Mas quem parte é dor demais 
É bem pior que morrer.

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